Obama e Rolling Stones…e você achando que só o Brasil é problemático | Rock Bike Tattoo

News

Obama e Rolling Stones…e você achando que só o Brasil é problemático

Nenhum Comentário

Numa semana passada, dois eventos daqueles que podem ser classificados como “históricos” movimentaram Cuba e reconduziram a famosa ilha do Caribe à categoria das notícias de repercussão mundial. A visita do presidente norte-americano Barack Obama e o show gratuito da banda inglesa Rolling Stones, um dos maiores ícones do rock n” roll de todos os tempos.

Foi uma semana inesquecível para o ditador Raúl Castro e o povo cubano. Os três dias da visita de Obama e a apresentação de Mick Jagger e seu grupo de “dinossauros” do rock representaram a consolidação do início de um processo rumo a novos tempos em Cuba. É apenas um começo, mas carregado de promessas. E isso não é pouco, se forem considerados os fatores que levaram a ditadura inaugurada por Fidel Castro em 1959 a uma onda de atrasos e distanciamento das relações de mercado com o mundo.

O regime de Fidel Castro chegou a proibir o rock na ilha por considerá-lo uma expressão musical vinculada ao “imperialismo capitalista”. Diante do show dos Rolling Stones, a reação emocionada do público (avaliado em 500 mil pessoas) demonstrou o quanto uma proibição dessa natureza contém de dose de violência comparável a uma mutilação estética. Para o público, o show foi uma grande festa. Pessoas choraram de emoção, abraçaram-se, cantaram.

Um dos momentos altos do concerto foi quando Mick Jagger anunciou, em espanhol, novos tempos para o país de Fidel e Raúl Castro. As mudanças acontecem em Cuba e o rock dá uma contribuição preciosa depois de o ritmo ter sido banido durante décadas. Se fosse ficção, já seria uma história com forte componente atrativo. Como história real, a dimensão é muito maior.

Pouco antes, no último dia 20, Barack Obama desembarcou em Cuba com a missão de dar mais um passo no plano de reaproximação entre os dois países. O último presidente norte-americano a visitar oficialmente a ilha foi Calvin Coolidge, há 88 anos, a bordo de um navio de guerra. Depois disso, Cuba passou por uma revolução socialista, empresas norte-americanas foram confiscadas e o alinhamento do novo governo cubano com o bloco liderado pela antiga União Soviética, durante o período da Guerra Fria, quase conduziu o mundo à beira da catástrofe de uma guerra nuclear.

Do encontro entre os dois líderes, destaca-se a posição de Obama na tese de que seu país vai continuar defendendo a democracia, incluindo o direito do povo cubano de decidir seu próprio futuro. Em contrapartida, Raúl Castro solicitou a Obama que aceite e respeite as diferenças e que promova vínculos que privilegiem o benefício de ambos os países e povos.

Nesse contexto, um dos principais anseios do líder cubano é o fim do embargo econômico imposto pelos EUA à ilha do Caribe. Obama também defende essa necessidade, mas o embargo só poderá ter fim se a medida for aprovada pelo Congresso norte-americano, de maioria republicana, adversária do presidente.

A reaproximação entre EUA e Cuba começou em dezembro de 2014, com intermediação do papa Francisco, e o acontecimento mostrou que a antiga política de confrontação entre as duas nações não tem mais sentido. Nesse período, reabriram-se embaixadas, Cuba foi retirada da lista de Estados patrocinadores do terrorismo, voos comerciais foram restabelecidos e empresas norte-americanas iniciaram operações na ilha. Foram avanços iniciais, mas de grande significação.

Enfim, foi uma semana em que a política e a música deram-se as mãos na ilha caribenha e selaram a comprovação de que as mudanças vieram para ficar. E (ironia da história) cabe ressaltar que o presidente dos EUA e os Rolling Stones são dois ícones do que o governo cubano chamava de “imperialismo capitalista”.

Cumpre dizer que a adesão popular ao show da banda inglesa mostra que o povo cubano, ao mesmo tempo em que precisam de emprego, melhorias das condições de vida e avanços tecnológicos, também exige abertura para a alegria de viver, cultura, diversão e arte. Sem dúvida, a política e a música têm muito a contribuir com essas demandas. Para um país que precisa dar muitos passos para se inserir nas tradições de economia de mercado e nas ideias mágicas de democracia e liberdade, o Brasil está até que avançado uma vez que ‘corrupção e algumas desgraças políticas’, sempre existiram e sempre irá existir, basta pegar o histórico desde os primórdios (1.889 em terras brasileiras) até os dias atuais, a diferença é que uns conseguem esconder muito bem até o fim de seu mandato e outros não conseguem esconder tão bem. Diante disso, fica a pergunta ao povo não só brasileiro:

O que seria pior ou melhor? Aquele político que consegue ser ‘corrupto’ e consegue esconder até o fim, ou aquele que é ‘corrupto’ e é descoberto, fazendo praticamente o país entrar em ‘guerra’?
Talvez, seja melhor o povo continuar não sabendo…afinal, quantas vezes aquele político que você achava ‘certinho’, que era o melhor para a população…lhe ‘roubou’ e você nem ficou sabendo?. O que os olhos não veem o coração não sente não é mesmo?.

Nem a favor e nem contra…mas quem nunca foi ‘corrupto’ na vida? Até você já deve ter dado o famoso ‘jeitinho brasileiro’ para conseguir algo a mais 😉

Mas o importante é que o show do Rolling Stones em Cuba foi fantástico 🙂

Cruzeirosul / RBT