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Mãe, pai: eu quero uma tatuagem!

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“Mãe, pai: eu quero uma tatuagem!” Essas palavras, muitas vezes faladas em tom exigente, atormentam muitos pais. Embora haja um certo fascínio cultural pela chamada “body art”, muitos leitores aqui acreditam que as tatuagens levam a nada de bom, e podem até representar uma porta de entrada para coisas obscuras e atividades imorais.

Para os pais nascidos entre 1960-80, as tatuagens representavam duas coisas: soldados retornando da guerra ou detentos de prisões barra pesada. Sabemos como a tinta se degrada e se difunde ao longo do tempo, espalhando-se em áreas da pele não originalmente traçadas. Riscos de hepatite, infecções bacterianas e até mesmo SARM são preocupações válidas. Os temas mais comuns da “arte da tatuagem” incluem referências a drogas, Satanás, New Age e outras coisas assombrosas. Há tatuagens religiosas, mas de alguma forma Nosso Salvador ou Nossa Senhora de Guadalupe parecem irreverentes na parte de trás do pescoço ou no antebraço.

Talvez uma forma ineficaz de lidar com a insistência de um adolescente por uma tatuagem seja responder imediata e emocionalmente: “de jeito nenhum” ou “só sobre o meu cadáver”. Isso muitas vezes abre um campo de batalha. Nossa posição pode representar o nosso dever com os filhos, e também nossa preocupação com eles, mas ter estratégias para as respostas, ao invés de entrar rápido e sem pensar num confronto, pode ser mais eficaz.

Seja proativo e puxe uma conversa sobre tatuagens antes do adolescente fazer isso, e use argumentos: “você viu no jornal que nossos legisladores votaram para tornar ilegal que menores de 18 anos sejam tatuados? Agora, em nosso Estado, os adolescentes não podem fazer tatuagem nem mesmo com autorização dos pais. Eu me pergunto por que os legisladores fizeram isso?” Ou: “Eu vi hoje uma senhora idosa com uma tatuagem no braço. Ela estava tentando encobri-la, porque a tinta, com o tempo e a mudança na pele, tinha se espalhado”. Quando há alguma discussão em curso sobre temas como tatuagens, os pais têm ali a melhor oportunidade para transmitir suas ideias com calma, tendo os filhos propensos a ouvir.

O que a fé católica ensina sobre tatuagens? No Catecismo da Igreja, nem mesmo a seção extremamente completa sobre os Dez Mandamentos aborda a questão. No entanto, lá no fundo, sabemos que não é certo para os adolescentes fazer isso. Ensinar que “o corpo é o templo do Espírito Santo” na própria linguagem deles pode chegar ao coração de alguns jovens. Infelizmente, muitos pais bem intencionados podem ouvir uma resposta do tipo: “o corpo é meu e eu faço o que quiser”.

Nos EUA, cada Estado tem leis diferentes sobre tatuagens. Muitos optaram por não permiti-las em menores de 18 anos, independentemente de autorização dos pais. Sendo assim, em muitos lugares a lei está do seu lado. É só checar corretamente o assunto. Mas alguns terão de se preocupar com os caminhos ilegais. Afinal, adolescentes sabem muito bem como obter substâncias ou desempenhar atividades não aprovadas pelo mundo adulto.

Considerações sobre o tema das tatuagens podem levar a uma reflexão sobre outras atividades comuns à vida pré-adulta. Como por exemplo festas com bebidas alcoólicas, ou beber e dirigir.

O que você pensa? Já descobriu uma forma eficaz de abordar ou responder a este tema? Já aprendeu aquilo que não deve dizer? Já estruturou seus argumentos? Que aspectos da fé podem servir de orientação?
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